imprimirNo primeiro semestre foram 160 mil chamados do tipo na capital.
A Pollícia Militar de São Paulo recebe a cada dois minutos, em média, uma ligação denunciando brigas – entre parentes, no trânsito, em bares e principalmente com vizinhos. No primeiro semestre de 2011 foram quase 160 mil chamados do tipo na capital paulista.
No primeiro semestre foram 160 mil chamados do tipo na capital.
Nos fins de semana, ocorrências do tipo são 80% das ligações.
Briga entre vizinhos faz parte das ocorrências que a polícia chama de desinteligência – um desentendimento entre pessoas. É o tipo de ligação que a polícia mais atende, confusões que começam por qualquer motivo.
Denunciante: É uma briga aí. O moleque chutou uma bola. Agora o filho dela...
PM: São vizinhos?
Denunciante: É. São vizinhos. Os filhos dela "chegou". "Tá" com duas "faca" na mão. Quer furar a outra vizinha. A gente vai querer separar, não pode porque "tá" com faca na mão. A coisa "tá" feia, viu?
PM: São vizinhos?
Denunciante: É. São vizinhos. Os filhos dela "chegou". "Tá" com duas "faca" na mão. Quer furar a outra vizinha. A gente vai querer separar, não pode porque "tá" com faca na mão. A coisa "tá" feia, viu?
Na maioria das vezes, um pouco de tolerância entre as partes seria o suficiente para encerrar o assunto. Algumas vezes, os policiais tentam, pelo telefone, encontrar um meio termo.
Denunciante: A bola das "criança" caiu aqui fora na rua. A vizinha pegou a bola e disse que não vai devolver. A bola fazia barulho, ela acabou de chegar do médico e quer dormir.
PM: As duas partes não "tão certa" nessa situação. A senhora tem que controlar seus filhos para não incomodar vizinha, né? E ela não pode ficar com bola de seus filhos, né?
PM: As duas partes não "tão certa" nessa situação. A senhora tem que controlar seus filhos para não incomodar vizinha, né? E ela não pode ficar com bola de seus filhos, né?
Pode parecer bobagem ocupar a polícia com esses casos, mas a PM sabe que situações deste tipo podem acabar mal.
Em prédios com área de convivência usada por muitos moradores os problemas podem acontecer. O advogado Márcio Rachkorsky, especialista em condomínios, diz que só no escritório dele os casos de brigas entre vizinhos aumentaram 30% nos últimos dois anos. A Justiça ou a polícia podem até resolver a situação, mas o desconforto não acaba. “As pessoas pegam o elevador juntas todo dia. Fica todo mundo sem graça, perde o ambiente de família, de comunidade, mas infelizmente as brigas aumentam a cada dia”, afirmou o advogado.
Segundo a PM, nos fins de semana as brigas aumentam e chegam a representar 80% dos chamados.
